terça-feira, 6 de outubro de 2015

Chamam-lhe outono...

Vagarosamente, 

Como quem caminha, de noite, pela casa fora

E teme acordar a família que já dorme,

Desprende-se uma folha da árvore semi-despida.

Não sente pudor em expor-se,

Apesar da idade já avançada.

Solta-se uma e outra folha

E a árvore fica integralmente nua...

Chamam-lhe outono.

Não é bonito e repleto de sensualidade!?

sábado, 3 de outubro de 2015

E tu, podes morrer agora!?

Podes morrer agora? Podes simplesmente fechar os olhos e morrer?
Vais responder que não, porque nunca se está preparado para morrer. Não te vou julgar. A resposta da maioria seria, certamente, a mesma. Mas alguém tem de ou deveria estar preparado para morrer? Não tem de, nem deve, mas pode estar. 
A morte é o ponto fulcral da vida. Mas a morte nem faz parte da vida, não é? Pois é, mas é a morte que faz a vida valer. 
Porque é que queremos viver e ser felizes? Porque vamos morrer.
Porque é que temos objetivos, sonhos? Porque vamos morrer.
Queremos fazer mil e uma coisas antes de morrer. Queremos sentir que a vida valeu a pena. E é nesses momentos, quando sentimos que a nossa vida já valeu a pena, que podemos morrer.
Infelizmente, a vida está repleta de altos e baixos. Há dias em que sentimos necessidade de criar novos objetivos, em que vemos injustiça em nosso redor e há também dias em que sentimos que tudo faz sentido, em que a felicidade toma conta de nós e em que podemos morrer. Sentes que até àquele momento nada foi em vão, estás feliz e sentes que tens a maior sorte do mundo por estares a viver determinada situação, se morresses, morrerias com a certeza de que a tua vida havia valido a pena. 
Percebes? Já tiveste algum momento assim na tua vida, em que poderias morrer? 
(Eu já. Eu podia morrer agora...)
O grande propósito da vida, é, afinal, a morte. Nós nascemos para morrer. Há que tomar consciência disso. Tu vais morrer. E se não sentes que podia ser agora, faz por sentires. Porque, um dia, irás olhar para trás e ver que as tréguas da morte não foram suficientes para teres feito a tua vida valer a pena. Não interessa se vives vinte ou oitenta anos, interessa, sim, que não tenha sido em vão.